12.8.11



É, Seu Platão e agora, lá vou eu de novo..

Quando a gente gosta
Aquele gostar nascido do nada
Nutrido por um, sem o outro participar
Um gostar segredo, regido pelo Seu Platão
Em que todas as coisas que você faz tem valor
As bobagens que você fala eu dou risada
O mico que paga é original
Te acho tão inteligente discorrendo sobre nada
Em que todos os dias de sua ausência são perdidos
Um amor flor nascido regado ensolarado
Uma flor girassol de sementes e beijos
Beijos que te dou, te mando e não recebo
Um gostar pluma plantação de algodão delicado
Um gostar que plana sobre você
E que você não presta atenção
Gostar desprovido de olhos pro teu ouro
Gostar recheado de poesia
Desejoso de te ver acordar e velar de novo teu sono
Contar minhas confissões
Sem te seguir, sem te observar
Olhá-lo de longe
Pra você não encabular
Gostar musica folk de versos abstratos
Gostar quase canção de ninar
Cálido, morno, presente
Irrealizável em sua fantasia
Gostar criança sem sexo e com beijos
Gostar criança que cresce e lambe você como pirulito
No ar perfume de baunilha, sua pele
E ainda assim gostar
Olhando os desenhos da borra do café vejo teu nome
As letras da sopa escrevendo “Antonio”
A nuvem ovelha de pêlo cacheado lembrando você
Assim é o gostar , sentimento bobo
A arte de associar tudo com o amado
Repetida tantas vezes
Recorrente desejo distante
Problema que procuro e acho
Mas é tão legal ser assim
Tem o amor de verdade e o que a gente inventa
E fica beleza, nem da pra sofrer,
É só pra brincar, gozar e viver...
Construir o inesperado da um certo tesão
Construir pontes, ver cores, diversão
Beber vinho, rodopiar, não nego
Encaro e parto pra cima deitada no meu colchão
Nem que você não saiba, te namoro, deliciada
Toca sua vida, não se importa não.

3 comentários:

k2L disse...

Gostei muito do seu espaço.
Grande abraço e bom fim de semana

Gi B.H. disse...

estou em sintonia total com esse seu texto, impressionante!

Lucas disse...

gosto!