27.5.11



Adriático Mar Profundo

E não devia ser, mas por você me sinto melhor
Todos os dias sempre olho e te vejo, vejo no sentido de conhecer
E suas palavras que me tornam mais forte
Mais sensível, mais certa de tudo que sempre quis
Sei que sou sozinha, sempre fui,
Nascemos e morremos sozinhos
Mas o que fazer se na minha estrada vi você
Com todo o seu intenso, transbordante amor
Amor que a todo momento você doa, sofre, dói, nega e compartilha
Isso nos explica, os seres que amam, sofrem, cantam e se identificam
Você que me conta sem ser pra mim as coisas que vão em seu coração
Você que intensifica o que de mais claro tenho em mim: pensamentos de amor ..
Te ouvir é semelhante a ler o livro do meu poeta preferido
Te ver é como ir a praia e deitar sob o sol cálido
Te sentir é morno, muito morno, morno no sentido de gostoso e não de desgosto.
A pele clara, seus olhos, que olhos !
Seu semblante “ponto de interrogação”
Sua boca que nos dá meio sorrisos de pequenos dentes brancos
Quando sorri abrange o mundo...
Marfim, mármore, cristal...
Achando ser você transparente me vejo refletido no que você me diz
Sei que tudo que você nos parece é muito menos do que de fato é....
Nós, que idealizamos ser o que de fato nunca conseguimos ser...
E o amor poético é tão mais simples que a vida real
Viveremos 100 anos pra entender isso...

3 comentários:

Gi B.H. disse...

espero que não seja preciso uma centena de anos pra que eu entenda tudo isso
Beijos

♪ Sil disse...

Ana,

Pior que o que você escreveu é uma grande verdade!
Eu não vou viver 100 anos rs, mas te confesso que se tenho hoje 45, levei uns 40 pra aprender isso.
E como dói ter aprendido tão tarde...

Você escreve lindamente!

Um beijo!

Rejane disse...

muito bom viver esse amor poético, que encanta, completa e compartilha.
bj