30.8.07


Naquele Dia Não Me Escondi Porque Já Não Tinha Mais Desculpa

Naquele dia me levantei como todos os dias, como todos os dias eu tomei meu banho, comi meu prato de aveia, liguei a TV e ouvi o noticiário e a previsão do tempo, olhei no espelho enquanto escovava os dentes, voltei ao quarto, olhei pro mural de cortiça onde estavam pregadas nossas fotos, as fotos sempre tão fora de foco por conta de um raio de sol que sempre entra pela fresta da janela e bate em cheio nelas, já as tornando amareladas pelo tempo ...


Como todos os dias sai atrasada, como todos os dias não li o jornal que assino e que todo dia é entregue, como todos os dias quase esqueço as chaves em cima da mesa, como todos os dias encontrei a vizinha da porta da frente e enquanto esperávamos o elevador demos um sorriso sem sentido...Como todos os dias amaldiçoei o trânsito, como todos os dias fui me arrastando de sono pro trabalho, mas fui...


Como todos os dias imaginei que naquele dia teria algo mais decisivo pra fazer, senão somente me preocupar com as tolices de todos os dias...Naquele dia te dei adeus...Não de forma fácil, não de forma rápida, foi uma conversa dolorosa, onde eu não conseguia me desculpar, onde não haveria jeito de sair sem lágrimas...Mas naquele dia consegui nos libertar, e depois de muito tempo em que uma sensação nos oprimia , conseguimos os dois respirar...Porque naquele dia entendemos que seríamos pra sempre amigos, a despeito daquele dia doloroso, angustiado e triste...


Porque nunca é fácil dizer adeus, mesmo que apenas adeus pra planos de futuro juntos.. Nunca é fácil se desligar caminhos, seguir cada um sua estrada, começar outras histórias...Mas por vezes alguém tem que ter coragem de fazê-lo....

22 comentários:

Carol disse...

em relação ao comentário no meu blog:
Esse NÃO é um conselho que vc deveria dar pra mim uma hora dessa da madrugada, okaaaaay?
hahahaha

em relação ao texto:
quer me matar do coração?
ai, num me fala em desligar caminhos não, pelamor de Deus.

beijo!

Jôka P. disse...

Você também dorme tarde e fica online, é, Ana !
Tem toda razão quanto a TereFantasy, é uma vomitação geral depois de uma certa hora ! Eles têm postos de saúde que atendem pessoas em coma alcoólica, gente desmaia geral - só não costuma rolar briga.
Na verdade eu nem vou (é mais pra garotada, eu sou um gato coroa ;)...), mas faço muitas produções pra eles, sabe Ana, tenho parceria de sociedade com a "Vida Secreta", uma loja de aluguel de fantasias bárbara, a melhor de Copacabana - e do Rio, acho. A gente faz os trajes dos donos da Terê, dos convidados Vips, daquele povo global todo.
Então tá explicado o meu envolvimento com o "maravilhoso mundo da fantasia", né ?
Um beijo, obrigado por suas visitas...
Ah, você não tá mais morando no Rio, né ? Tá aonde ? Anota aí o meu e-mail, Ana:
jonaseduardo@openlink.com.br
Parabéns pela sensibilidade de seus textos, tão legais !
PS: ainda tenho o html daquela vitrolinha que me mandou, com um som de jazz, lembra ? Acho que ficou meio cafona botar música em blog, mas eu adorei seu presente, guardarei pra sempre, como uma "vitrola virtual retrô".

Diego Melo disse...

Olá Ana.

-Primeiro tenho que dizer que a combinação 'imagem' e texto ficou ótima. Impressionante como fisionimia da moça traduz as tuas palavras (ou o contrário), isso me agradou demais.
-Olha, se tem algo que me fascina em uma pessoa é coragem e responsabilidade. Não há dúvida que essa personagem teve ambas qualidades que tento admiro. Toda essa coisa de ter consciência dos efeitos de cada ato em nossas vidas fica evidente em partes do tempo quando a garota não quer mais prolongar algo que já é velho e fraco/rotineiro.
-Ela quer colocar o ponto final e começar novo parágrafo, ela aceita a dor como condição de libertação daquilo que a prende ao gelo da rotina. Não há dúvidas que este Ser tem o pensamento em ebulição e coragem para assumir os riscos da liberdade, do Adeus, do novo.

obs: Gostei do teu comentário em meu blog e que bom que aceitou o convite para retornar mais vezes.
:)

Jana disse...

É querida porque tem dias que não são tão iguais aos outros, tem dias que precisamos sofrer um pouco, esvaziar, pra nos encher de conta gotas!

Beijos

Solin disse...

odeio imagnar isso porque me dá medo. sei que sou medrosa, mas sei lá. essa história de seguir caminhos distintos...
eu não ter que dizer Adeus...
Mas se para alguns é necessário, eu sou a favor da felicidade. gosto de ver as pessoas bem.

bom final de semana =)

Solin disse...

certas coisas doem... mas será a dor eterna?

Cin disse...

Nunca fui boa em dizer adeus...mas vc está certa, ás vezes é preciso.
Bjinhos!

DO disse...

To precisando dar adeus tbem,ANA .

A mim mesmo!!


Beijos e otimo fds a vc

Mônica disse...

ah? comoassimbial? isso é ficção, né?????

Ana D disse...

hahaha Mô....Mesmo sendo em primeira pessoa o texto é ficção sim :P:P ou melhor, foi real há uns anos atrás :) beijos

Márcia(clarinha) disse...

Não aprendi dizer adeus...
Aninha queridinha do meu coração, tá tudo bem aí? dizquesimdizquesim...
lindo findi
beijos

ana disse...

Ê Ana!!!
amo como sempre... bjos!

Diego Melo disse...

Muito legal saber que você já viu o filme Fahrenheit 451 e leu o livro do Ray Bradbury. O que me assustou na leitura é ter descoberto que a iniciativa a respeito da extinção dos livros partiu da população, não foi uma coerção vinda das estrutura (escola, policia, estado). Claro que depois pra manter essa linha de pensamendo de felicidade sem livros foi preciso a intervenção e vigilância estatal e da própria população que denunciava os 'fora da lei'.

Eu estou tendo aulas de 'Partidos Políticos I' na faculdade de 'Sociologia' e um dia desses discutimos um autor chamado Robert Michels(autor de - Lei de ferro da oligarquização), e uma das conclusões dele é que naturalmente as sociedades e os grupos políticos tendem a se oligarquizar, ou seja, um pequeno grupo centraliza o poder enquanto a massa naturalmente tende a sempre ser submissa a líderes. E ele dá explicações psicológicas e históricas pra provar que esse processo é natural no homem. Nossa, isso é uma facada no meu coração porque ele analísa partidos comunistas, anarquistas e ainda prova como a esquerda muitas vezes é mais autoritária internamente do que a direita(burguesa). Eu como anarquista fico arrepiado ao ler o livro dele, porém existem algumas falhas no pensamento do Michels que se um dia você se interessar pelo assunto a gente pode trocar idéia sobre isso.

Moça, gosto dos teus comentários no meu blog e me sinto livre pra dizer que o teu último post é o meu preferido (dos que eu já li).

-- Diego.

She Python disse...

sim curitiba...:)

Ordisi Raluz disse...

Um obrigado pela visita, Ana. volte sempre.

Beijos.

Ricardo disse...

eu só não esqueço as chavez pois tenho q usa-las pra abrir o portão..qto ao resto do post, bom gostei da maneira q foi escrito q acho que essa coisa de desligar seja no amor ou em qq outra coisa mt dificil, pelo menos pra mim, sou apegado as coisas, as mudanças me assustam, até qdo me mudei do apto que vivi minha adolescencia eu chorei, e me senti estranho na casa nova, sei lá, eu sou pessimo pra mudar de rumos, mesmo qdo ja sei q tenho q faze-lo, mas é a vida, vc é corajosa, eu acho isso de uma estrema dificuldade e dor...beijossssssss

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Claudia Blue disse...

Bom há certos dias em que é necessário se encher de coragem....há certos dias de perdas, e há certos dias de resgate...sentimentos que nos movem... e assim é a vida...bjo blue

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Anônimo disse...

tão bom te ler todos os dias...rs
bjim.
bridget

Tuka disse...

Um dia aquele dia sempre chega...

Carol Rodrigues disse...

eu sou pessima em dizer adeus
os meus "adeuses" vieram com defeito de fabrica
=[

Anne disse...

Pelamor, odeeeeeeeeeeio despedidas...esse negócio de adeus é uma droga necessária, mas uma droga! Seja temporário, definitivo, seja pra planos, idéias, amigos, amores, seja para o que for, nunca gostei de adeus...a não ser qdo digo ele para os sentimentos igualmente podres...rsrsrsrs
Bjos aninhaaaa!!!

Anônimo disse...

bom comeco