23.4.13
3.4.13
Que Fique Apenas Um Afeto
Hoje eu me despedi de mim
Da parte de mim que pensava “eu e você”
Hoje eu me despedi de você
Hoje eu disse tchau
Porque hoje percebi o que devia fazer
Tem horas que a gente se cega
Mas quando a gente percebe a verdade
As coisas aquietam e a mente sossega
Não é sem lamento que eu te digo “parti”
Mas assim fica mais fácil pra mim e pra ti
( eu e essa mania de rimas fáceis e pessoas difíceis)
Todas as supostas verdades
Se eram supostas
Não eram verdades
E nem traziam respostas
Claro que pensarei em você
Desejarei o melhor
Fica tudo por dizer
O poema era meu
O silêncio era seu
Mas se não deu não deu
Amizade sincera
Que não é entendida
Passa ao largo
Desperdiçada e perdida
Não vou jogar palavras ao vento
Desperdiçar sentimento
Com quem já não quer
Se eu não te entendo
Não te aceito
E assim é que é...
Me rendo ao inexorável destino
Boa sorte meu amigo
É a ultima frase que digo
Hoje me despedi de você.
2.3.13

As vezes sinto vontade de
ir embora...De onde pra qual lugar ? Não sei.
As vezes sinto vontades: de ir embora, de encontrar. De onde pra onde não sei precisar. De achar o que ? Nem ouso dizer. Vivo numa espécie de desejo por algo que num sei o que é. Nascer assim, viver assim, esperando NÂO morrer assim.
Porque a vida é aquele trajeto que vai do momento que você chora por instinto com um tapinha na bunda, passando pelos momentos nos quais você chora com o mais profundo sentimento por todas as dores de todos os tapas que a vida te dá...Até finalmente desembocar no último suspiro que te é permitido.
De fatalismo e desejos é feita a vida ? Talvez.
Mas as alegrias existem. No trajeto a gente vai descobrindo. Todos os dias são incógnitas. E planejar é um tempo que gastamos tentando dirigir nossa vida. Pode dar certo mas na maioria das vezes nem dá. Existe entre os planos e o resultado final algo que o ser humano não domina: o acaso, o contexto, o desejo do outro.
Não, nem tudo depende de seu esforço e determinação. Você nem sempre conseguirá alcançar seus objetivos com sua “força interior”. Pensar assim é como viver eternamente num livro de autoajuda. Empenho, determinação, foco, força interior se deparam com o imponderável. E ai você pode sim estar diante de algo que você não pode mudar. Aceitar isso e contornar, isso sim é sinônimo de força e superação.
31.12.12
Amigos, Feliz Vida !!
O final de um ano e o início de um novo guarda muito mais simbologias do que de fato mudanças...
Não, não mudamos por conta de um calendário...
As coisas boas, as coisas ruins não são delimitadas por datas....
A vida da gente é um fluir, um amontoados de ações, emoções, coincidências, decisões....
O ser humano talvez precise de incentivos cronológicos
Em 2013:
Vou parar de fumar, vou emagrecer, vou amar mais, vou viajar pelo mundo...
Mas de verdade temos 365 dias pra usufruir, rir, agir, tentar, cair e levantar
E multiplique 365 dias por pelo menos 90, que são os anos que almejamos viver
Pra mim final de semana de Natal e Ano Novo é como outro qualquer
Deixar de lado essa "sangria desatada" de TER que ser FELIZ no Ano Novo
De TER que descolar uma festa maneira
De TER que confraternizar e rir
DE TER que colocar roupa nova
DE TER que fazer uma ceia farta e exagerada
Alegria a gente cultiva naturalmente o ano todo
Amor a gente desenrola todos os meses
Amigos a gente vê todos os dias
Família a gente convive a vida toda
Sejamos felizes cotidianamente
Sejamos tristes quando algo nos trouxer desapontamento....
Nada de TER que ser alegre nas festas de fim de ano
OU de se SENTIR pra baixo porque não descolou um reveilllon muito chic
Sejamos felizes e tristes exercitando o dom de VIVER !!
Tudo faz parte
E sua vida vai continuar te dando a chance de vivê-la
Muito além do Natal ou do Ano Novo
( Meras datas advinda de um calendário formal e não do seu tempo interior)
Respeite o seu tempo, faça sua trajetória nos próximos anos vindouros....
Mas já que hoje é dia de simbologias:
Feliz Vida, Felizes Todos Os Dias de Sua Vida ! Que Ela Seja Longa e Que Você Faça A DIFERENÇA !!!
10.12.12
My Piece
Um dia ao te olhar
Não diretamente nos olhos
Porque me encabulava ao tentar
Mas um dia ao te olhar discretamente de soslaio
Percebi que talvez
Talvez e não mais que talvez
Você fosse aquela que combinaria comigo
Não seria óbvio
Não seria de cara
Eu teria que ir notando isso aos poucos
Nos dias que foram e vieram
Em conversas e segredos trocados
Foram tempos de dúvidas
Horas de dádivas
Foram anos de incertezas
Foi muita água por debaixo de nossas pontes
Porque não haveria de ser amor a primeira vista
Na realidade houve desencontros
Desistências e retornos
Porque sobre nós sempre pairava
A nuvem da quase querência
A nuvem da quase chuva que molha
E as vezes a nuvem negra do abandono
Mas não se sabe por qual motivo
O horizonte sempre se abria diante de nós
E o quebra-cabeça aos poucos fazendo sentido
E nos fomos conjugando
O pretérito
O presente
E o futuro....
Talvez e não mais que talvez
Você fosse aquela que combinaria comigo
Não seria óbvio
Não seria de cara
Eu teria que ir notando isso aos poucos
Nos dias que foram e vieram
Em conversas e segredos trocados
Foram tempos de dúvidas
Horas de dádivas
Foram anos de incertezas
Foi muita água por debaixo de nossas pontes
Porque não haveria de ser amor a primeira vista
Na realidade houve desencontros
Desistências e retornos
Porque sobre nós sempre pairava
A nuvem da quase querência
A nuvem da quase chuva que molha
E as vezes a nuvem negra do abandono
Mas não se sabe por qual motivo
O horizonte sempre se abria diante de nós
E o quebra-cabeça aos poucos fazendo sentido
E nos fomos conjugando
O pretérito
O presente
E o futuro....
19.9.12
Sobre Nando Reis e seu disco ( ao
som de Cássia Eller que neste momento canta
Segundo Sol no rádio , sem que eu peça ou espere)
Ouvindo bastante as novas
músicas de Nando Reis do novo disco
“Sei “. O que sempre me toca a sensibilidade são as cenas criadas por ele utilizando imagens simples
mescladas com melodias de uma fluidez
sincera, pessoal, melodias e letras que
somente ele poderia combinar , casar e trazer à tona, usando os acordes do violão surrado, arrrumado, amaciado e amado.
Os caminho melódicos sempre originais. A obra do autor meio que revelam sua
própria forma de viver e ver a vida.
Nessas novas canções se repetem
as frases que nos remetem a imagens comuns, corriqueiras, contidas em
todas as vidas ... Cenas com as quais nos identificamos e que ele consegue envolver numa atmosfera poética, feita de versos
longos, palavras inesperadas , frases-flores .Versos que se perdem num momento
pra depois retornarem ao foco central: sentir. Tal como nós mesmo que por vezes
nos perdemos e retornamos a velhos
sentidos e sentimentos...Descrições cotidianas que transformadas em metáforas
cheias de possibilidades nos comovem e
nos faz cantar e repetir e levá-las pra nossas vidas. Cenas que vivemos, gostaríamos de viver ou viveremos um dia.
“aeronaves pousando sem você”... “o
perfume conhecido e quase posso lhe ver”....
“mãos apoiadas na borda da piscina” ... Imagens que desenhadas em nossa
memória nos levam pra algum lugar dentro de nós ...Fazer do simples, poesia e identificação...Se por um lado uma canção não nos apaixona de cara, ao mesmo tempo com o tempo a gente vai compreendendo ela melhor e quando o amor se instala a gente já não foge mais de ouvi-la. Canções podem ser como as relações humans. Umas amamos a primeira vista, outras vamos desenvolvendo um afeto maduro.
A obra de Nando é repleta de uma
simplicidade e ao mesmo tempo personalidade e beleza e é sempre atemporal...Tanto que cantamos tem
anos e anos as mesmas canções clássicas sem nunca perder e emoção que se re-inventará toda vez que escutarmos ...
A poesia que Nando Reis
transporta pra suas músicas esta
repleta de pequenos detalhes. Alguns facilmente compreensíveis, outros sem
sentido a primeira vista e ai para nós restam
apenas as conjecturas...E isso é instigante.
O ato de apertar o doze do
elevador, usar um all star igual da pessoa amada, frases originais como
associar uma lembrança ruim com a derradeira constatação que”a falta é a morte
da esperança”. A desculpa pela ausência, pelos erros cometidos, a vontade de
ser diferente e talvez assim ser amado.O despudorado declarar do desejo de
estar com a “sua pessoa”. E o fato de ele compartilhar isso com a gente “sabe
(o que é isso) ?” – sim, sabemos Nando Reis.
As lembranças de infância muitas
vezes confusa noutras vezes nostálgicas e repletas de pormenores como em
Pré Sal a canção mais forte e tocante e melodicamente complexa do disco – na minha opinião. Em suas
canções estão presentes a incapacidade de não sofrer diante de um amor
que não evolui como gostaríamos e que todos nós temos em nossa biografia “Nem a
dor dessa saudade futura flor que não abriu...talvez um dia possa rolar nos
dois juntos no mesmo lugar...” Dito de
um jeito que carrega toda uma marca pessoal e ao mesmo tempo comum ao mundo.
“Voltei estou aqui e agora estendo minha mão”
Os discos de Nando Reis são ouvidos,
re-ouvidos e mantidos em nossa memória afetiva. A cada nova audição a gente re
descobre ou descobre novas nuances, possibilidades. Um misturado e inesperado
uso de palavras. Um “eles sabem porque amo seus lábios ” com “camelo lindo que
enfeita o maço” ou um “e os caninos afiados daquele garfo” A gente vai se afeiçoando, criando
identificação, decorando os trechos, porque tem o jeito como o Nando diz a
música trazendo em cada frase profunda verdade. Alguns escritores e outros
tantos músicos tem essa capacidade e a
gente nem sabe o porque desse poder de identificação, mas a gente curte e se
emociona...Não tem como evitar.
17.7.12
Pela Dor e Pelo Amor
Não que ela fosse uma criança triste. Ao contrário era
feliz, engraçada e sua risada sempre ecoava pela casa. Brincava sozinha. Comia
flores e joaninhas por curiosidade e plantava conchas no jardim . Mas também era
uma criança que crescia com dor, literalmente com dor. Dor física. Desde que se
entendia de gente. Dor que a acompanhava por toda vida. Muito tempo depois
quando já podia entender as coisas a mamãe lhe contou o nome daquilo: fibromialgia. Aquela
dor era aliviada por lápis de cera, versos e música. E alguns comprimidos laranjas
e chás verdes. E a mania engraçada de ler
a lista telefônica pra ver os nomes
engraçados que usava em suas histórias.
Sentia falta das listas telefônicas que já não eram mais entregues nos
dias de hoje. Centenas de páginas. Certo
, talvez melhor que não existam mais. Tantas árvores poupadas. Mas era divertido já na adolescência ler a
lista em busca do nome de garoto por quem era platonicamente apaixonada. Enfim.
Nos anos atuais bastava entrar nas redes sociais para encontra-los. Menos charme,
menos mistério.
Voltando a dor de
crescer. O que a acompanharia sempre ? cadernos,
gravuras, colagens, livros e canções...
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